Mensagem enviada pelo Irmão Sebastião Parreiras. /2011


A inquietante CORUJA!
Vamos divagar em alguns conceitos já conhecidos, com o propósito de reativá-los para melhor entendimento.
Vamos diferenciar o Homem e o Animal, consciência, instinto e inteligência. Para tanto, recorremos a pesquisa na internet, nos apossando do conteúdo do site http://www.greepet.vet.br/intelig.php onde diz que:

Inteligência vem do latim inter + legere – é a capacidade de escolher algo entre outras coisas, a capacidade de discernir. É a capacidade de resolver problemas.

Instinto vem do latim instinctus, e quer dizer impulso ou excitação. Como ensina o biólogo Celso Martins, é o conjunto de todas as atividades ou tendências naturais derivadas das necessidades do ser vivo. Este ser vivo é como que impulsionado a agir de um determinado modo a fim de favorecer a sua preservação individual e a da espécie. O instinto não está sujeito a nenhuma aprendizagem. (Não confundir com intuição)

O ser humano é dotado de inteligência e instinto.

Já o instinto domina na maioria dos animais, contudo, há neles também inteligência – e, num mesmo ato pode haver instinto e inteligência, simultaneamente.
Os cientistas afirmam que os animais possuem um tipo de linguagem diferente dos humanos. Os animais podem comunicar-se entre si e conosco e, usam a linguagem oral verbal: latidos, miados, resmungos, choramingos, etc. e a linguagem corporal: abanar o rabo, rolar no chão, encolher-se, balançar a cauda, etc. Aqui incluímos o pio da coruja.

Os animais exprimem as sensações que experimentam – não é só o homem que possui a faculdade da linguagem e, portanto, pode-se afirmar que possuem inteligência.
Mas, além de se comunicarem através da linguagem, novos estudos mostram que os animais conseguem fabricar ferramentas, desenvolver a memória, transmitir cultura e planejar estratégias.
Para reativar em nós o conceito de “consciência” recorri ao site http://www.cerebromente.org.br/n17/opinion/animal-think_p.htm onde encontrei:
A capacidade intelectual humana não surgiu do nada. Nós herdamos, com certeza, uma parte considerável do processamento perceptual e cognitivo de nossos predecessores primatas, de forma que não é nem um pouco surpreendente que os nossos primos mais próximos, os antropóides, os tenham também. E Renato M.E. Sabbatini, PhD interroga: OS ANIMAIS PENSAM?

Não devemos agrupar todas as espécies animais em um só grupo, ao tentarmos responder estas questões. Praticamente ninguém aceitaria a idéia de que as formas mais inferiores de vida, tais como minhocas ou as moscas-de-fruta, sejam capazes de pensar e exibir consciência, planejamento a longo prazo ou raciocínio abstrato, as marcas fundamentais de uma mente.

Assim, o Dr. Donald Griffin, Professor Emérito da Universidade Rockefeller e autor de "Animal Thinking", afirma que "a consciência não é uma entidade bem arrumadinha, do tipo tudo-ou-nada. Ela varia com a idade, a cultura, a experiência e o sexo. Se os animais tiverem experiências conscientes, então elas presumivelmente variam amplamente também."

Recorri a outro site para tirar melhor conclusão do conceito “consciência animal”. Vejo que a palavra assusta os cientistas, que cada vez mais se aprofundam na pesquisa, continuam divergindo e, portanto, ficamos sem uma resposta plausível. Uns acham que de acordo com o tipo de animal, a consciência existe sim. O site http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641997000200007 do Instituto de Psicologia da USP é bastante recheado de conceitos sobre a consciência animal. Vale a pena ler.

Mas, continuo debruçado no estudo sobre o animal chamado coruja e sua ações "conscientes ou inconscientes". Ou só instintiva? 

Caminhando para o encerramento deste diálogo, o motivo que me levou a contactá-los foi a leitura de um livro da Federação Espírita com referência ao animal coruja

A Vó, Preta, disse que esse animal não é perigoso; essa também é a minha visão. Disse que o pio de uma coruja, dependendo da situação e do local, é um alerta e que funciona como se fosse um sistema de alarme desses fixados em volta de um imóvel. O pio tem por finalidade informar que é para redobrar a atenção, pois algo indesejável está para acontecer. Acreditem Irmãos, lendo a Obra Memórias de Uma Alma, de José Suriñach, FEB, pág 22, 5a edição/84, deparo-me com a seguinte passagem a respeito de Helena sendo perseguida por Carlos de Calatrava e que ela deseja resistir por advertência de seu pai: "Helena, aterrorizada pela ousadia do mancebo, permaneceu como se estivesse presa à janela, vendo-o distanciar-se, até que seu vulto desapareceu inteiramente na curva da estrada. De repente, um arrepio lhe percorreu todos os membros, obrigando-a retirar-se da janela, que fechou precipitadamente, possuída de intenso pavor. Da folhagem da velha árvore que se elevava rente à janela, acabava de sair o sinistro pio de uma coruja. Tristes pressentimentos envolveram a alma daquela pobre criatura que, dirigindo-se para o leito, sentiu pisar um corpo estranho, que a forçou baixar-se para verificar o que era. Era o bilhete envolvido na pedrinha que ali tinha caído. Apanhou-o e, desdobrando-o, leu: Helena, amanhã, a esta mesma hora, comparecerei na portinhola do muro do jardim....."

Resumindo, ele compareceu e a envolveu num lenço embebido com algum líquido asfixiante para desmaiá-la e levá-la escondida do pai. O Carlos tinha fama de desmontar muitos lares, era um conquistador e não media esforços para ter em seus braços ou melhor na sua cama aquela que lhe cruzava os olhos. Não importava a nobreza. Ele partia para cima com suas conversas,  elogios e se fosse difícil, com ações como esta acima. A Helena ficou grávida, se sentindo com a honra ferida, mandou entregar seu filho numa instituição, anonimamente e sem coragem moral de voltar para a casa os pai, se afogou num rio. A essa altura o Carlos já tinha se mandado para o exterior, o que a desgostou.


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