Estudos sobre - O Caibalion
A Tabua das Esmeraldas
“O que está em
baixo é como o que está em cima”
Este é, sem dúvida, o axioma mais citado nas obras
ocultistas, principalmente as que versam temas alquímicos, reportando-se os
seus autores à Tábua de Esmeralda ou a Hermes Trismegisto,
porém pouco ou nada mais adiantando sobre estas origens. Nestas
condições, parece curial perguntar:
- O que é a Tábua de Esmeralda?
- O que está ali escrito?
- Quem é, ou foi, Hermes
Trismegisto?
São as respostas possíveis a estas perguntas que vou procurar dar, uma vez
dizerem respeito a matérias que se situam no campo da Filosofia Rosacruz e o
axioma em causa ser frequentemente lembrado por Max Heindel; são as respostas possíveis,
disse, pois tudo está envolto em mitos e símbolos, o que dá origem a diversas
versões do texto e a opiniões divergentes sobre o seu autor.
AS ORIGENS
Nada
há que permita estabelecer, com alguma segurança, a origem real, não da tábua
propriamente dita - que, de resto, ninguém jamais viu - mas do texto que se diz
ter sido ali gravado. Tudo quanto se sabe é que a referência mais antiga que se
conhece, encontra-se num escrito árabe dos fins do século VIII, atribuído a
Geber (ou Jabir) ibn Hayyan; no mundo cristão, Santo Alberto Magno (1200-1280)
conhecia a sua versão em latim. Segundo o professor Georg Luck, a versão árabe
pode reflectir um original grego que se perdeu, e a versão latina poderá ter
sido feita a partir da árabe.
Desde então a Tábua de Esmeralda ou, para ser mais preciso, o seu texto,
tornou-se famoso nos meios ocultistas em geral e nos alquimistas em particular,
por ser considerado, essencialmente, uma fórmula alquímica relativa, quer
à transmutação dos metais básicos, quer à divina regeneração humana. Daí que,
com o correr dos tempos, a versão inicial em latim fosse sendo substituída por
sucessivas traduções em línguas modernas, algumas das quais da autoria de nomes
famosos como Isaac Newton, H.P.Blavatsky e Fulcanelli.
Há, no entanto, duas versões e dois autores que, por serem aceites pela
maioria dos estudiosos, iremos apresentar: a primeira – e que reúne o maior
consenso - afirma que o texto foi escrito, em caracteres fenícios,
por Hermes Trismegisto; a segunda, cuja defesa está quase confinada à
Maçonaria, pretende que o texto - que, aliás, pouco difere do
anterior - foi escrito, em caracteres caldaicos, por Chiram, ou Hiram, ou ainda
Hiram Abiff, o construtor do Templo de Salomão.
Há, ainda, uma terceira e inevitável opinião sobre textos, caracteres e
autores, a dos críticos materialistas para os quais tudo não passa de uma
fraude dos primeiros tempos da Idade Média; não percamos mais tempo com ela ...
A VERSÃO DE HERMES TRISMEGISTO
Na versão mais consensual, o texto começa com a
frase Palavras secretas de Hermes, e antes de terminar diz
... por isso sou chamado Hermes Trismegisto, porque possuo as três
partes da sabedoria de todo o mundo; daí que se atribua a sua autoria a
Hermes Trismegisto, embora não se saiba, com um mínimo de segurança, quem foi
esta personagem, nem se existiu, sequer.
Palavras secretas de Hermes:
É verdade, sem mentira, certo e
muito verdadeiro.
O que está em baixo é como o
que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo, para realizar
os milagres de uma coisa única.
Assim como todas as coisas
foram e procedem do Um, pela mediação do Um, assim todas as coisas nasceram
desta coisa única, por adaptação.
O Sol é seu pai, a Lua é sua
mãe, o vento o trouxe no seu ventre; a Terra o alimenta; o pai
de tudo, o Thelesma de todo o mundo, está aqui. A sua força permanece
inteira quando se converte em terra.
Separarás a terra do fogo, o
subtil do espesso, suavemente e com grande habilidade; subirá da terra ao céu e
de novo descerá à terra, deste modo recebe a força das coisas superiores e
inferiores.
Por este meio obterás a glória
do mundo e toda obscuridade se afastará de ti.
É a força forte de toda força,
pois vencerá toda coisa subtil e penetrará toda coisa sólida .Assim foi criado
o mundo.
Disto se farão admiráveis
adaptações cujo meio está aqui.
O AUTOR
Hermes sobre Typhon, JAKnaap.
Hermes, como a
personificação da Sabedoria Universal está aqui representado com o pé sobre o
dorso de Typhon, o dragão da ignorância e da perversão. Para os Iniciados
Egípcios, vencer o dragão devorador das almas era se libertar da
necessidade de renascer.
Na mitologia grega, Hermes, filho de Zeus e da
ninfa Maia, era o mensageiros dos deuses; calçava sandálias com asas e usava um
capacete também com asas; empunhava, sempre, o célebre caduceu, uma vara onde
se entrelaçavam duas serpentes, encimada por um par de asas. Mas Hermes era
mais do que isto: era o condutor das almas dos mortos ao mundo subterrâneo e
tinha poderes mágicos sobre o sono e os sonhos; era o deus do comércio e o
protector dos negociantes e dos rebanhos; era o deus dos atletas e o protector
de ginásios e estádios; e era, ainda, o responsável pela boa sorte e riqueza.
Apesar destas virtuosas características, era velhaco, impostor e ladrão; logo
no dia em que nasceu roubou o gado do seu irmão Apolo e ocultou o rasto fazendo
com que os animais andassem para trás; ao ser confrontado, negou tudo. Os
irmãos acabaram por se reconciliar quando Hermes ofereceu a Apolo um seu novo
invento, a lira.
Hermes Trismegisto será o aspecto humano do deus grego, e Thoth (ou Toth) o
seu equivalente egípcio; Thoth significa Serpente, e a serpente era
o símbolo do Conhecimento, da Sabedoria; o epíteto Trismegisto, Três
Vezes Grande, vem do facto de Thoth ser o maior filósofo, o maior sacerdote
e o maior rei.
A Hermes Trismegisto é atribuída, também, a autoria de tratados
eclécticos do século I d.C, sobre filosofia mística do helenismo, onde se
fundem elementos platónicos, estóicos, órficos e neopitagóricos, e que defendem
a salvação através do conhecimento de Deus, cuja manifestação visível é o Sol.
Estes tratados, transmitidos sob o nome de Hermética, exerceram
grande influência na Idade Média e no Renascimento, nomeadamente nos domínios
da alquimia e magia.
Há uma outra versão, deveras curiosa, da autoria de Doreal, uma personagem
que se diz relacionada com a Grande Loja Branca e que em 1925 foi autorizada a
ir à Grande Pirâmide buscar, não a Tábua, mas as doze Tábuas de
Esmeralda, copiá-las e voltar a colocá-las no mesmo sítio; acrescenta que
só agora teve autorização de tornar público parte do seu
conteúdo, para o que se serve ... da Internet.
Para Doreal, Thoth, o seu autor, era um rei-sacerdote atlante que, cerca do
ano 50.000 a.C. e antes da Atlântida desaparecer no mar, fundou uma colónia no
antigo Egipto que governou até 36.000 a.C. Quando chegou o tempo de partir,
construiu a Grande Pirâmide sobre a entrada dos Grandes Vestíbulos (por
onde as almas passam a caminho do julgamento), onde guardou as doze Tábuas
de esmeralda verde, uma substância criada por transmutação
alquímica, imperecível e indestrutível.
Por isso sou chamado Hermes Trismegisto, porque
possuo as três partes da sabedoria de todo o mundo.O que eu disse sobre a
operação do Sol está completo.
Quando Salomão empreendeu a construção do célebre templo, pediu
ao rei de Tiro, Hiram, que
lhe fornecesse cedros do Líbano em troca de produtos agrícolas. Hiram rejubilou
com tal pedido e, para além da madeira, enviou-lhe um artífice chamado, também,
Hiram, ou Huran-Abi, filho de uma viúva da tribo de Neftali e de um
homem de Tiro, um
artista dotado de grande saber, inteligência e habilidade para fazer
toda a espécie de trabalhos em ouro, prata, bronze, ferro, madeira,
púrpura e linho (1º Rs, 5 e 2ª Cron, 2).
A lenda maçónica vai mais longe e diz que o verdadeiro construtor do
célebre monumento foi Hiram Abiff o único homem que conhecia os
segredos de um Mestre Maçon, incluindo o maior de todos os
segredos, a Grande Palavra Maçónica, o nome de Deus, o nome
inefável.
Na construção do templo trabalharam, durante sete anos, mais de 85.000
homens, tendo sido prometido que aos mais laboriosos, os companheiros
maçons, seria conferido o grau de Mestre Trabalhador, ou Maçon,
no fim da obra. Porém, houve quinzecompanheiros que
quiseram ser recompensados mais cedo, mas Hiram Abiff recusou; então três
deles, Jubela, Jubelo e Jubelum,
esperaram que o Mestre saísse do Santo dos Santos, onde ia sempre
ao meio dia prestar culto e preparar os planos de trabalho para o dia seguinte,
e, sucessivamente, exigiram que lhes fosse revelado o segredo. Hiram foi
recusando, mas o terceiro matou-o com um golpe do seu malho. Os três rufias,
como ficaram conhecidos na lenda maçónica, enterraram o corpo longe da cidade,
assinalaram a sepultura com um ramo de acácia e fugiram. Ao notar a falta do
Mestre, os restantes doze companheiros maçons confessaram a
Salomão o que se tinha passado e o rei, perante o seu juramento de inocência,
mandou-os, em grupos de três, em perseguição dos fugitivos que acabaram por ser
capturados e justiçados. Entretanto, ao ver o ramo de acácia, um dos grupos
descobriu o corpo e tentou retirá-lo da sepultura, mas não conseguiu; Salomão
foi ao local e com o aperto de mão de Mestre Maçon,
o Forte Aperto de Mão da Pata do Leão, não só levantou o corpo como
o restituiu à vida. A partir de então, a Grande Palavra Maçónica foi
passada, apenas, de Mestre para Mestre Maçon.
INTERPRETAÇÃO
Se tudo quanto se
refere à Tábua de Esmeralda é nebuloso, então a interpretação do texto está
ainda mais envolta em nuvens, a não ser, naturalmente, para um verdadeiro
alquimista.
Apesar de tudo, vamos
apresentar a explicação que nos é dada por outra personagem misteriosa,
Hortulano, ou Jardineiro, assim chamado por causa dos jardins marítimos, diz
ele! Há quem pretenda que o seu verdadeiro nome seja Joanes Grasseus e que
viveu no século XV. A. E. Waite, em A Irmandade Rosa-Cruz, menciona um
alquimista parisiense do século XIV, de nome Ortholanus, autor de uma Alquimia
Prática e de uns comentários à Tábua de Esmeralda, e Julius Évola, em A
Tradição Hermética, cita um Ortulano e os seus Comentários à Tábua Esmeraldina.
Seja como for, a explicação da Tábua de Esmeralda, feita por Hortulano, é a que
se segue.
PREFÁCIO
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Louvor, honra e glória lhe sejam dadas para sempre, ó
Senhor Deus Todo Poderoso! Com vosso querido filho Jesus Cristo, nosso
Salvador, verdadeiro Deus e único Homem Perfeito, e com o Santo Espírito
Consolador - Trindade Santa -, Vós que sois o único Deus. Dou-vos graças
porque, havendo conhecido as coisas passageiras deste mundo, inimigo nosso,
vós me retirastes dele, por vossa misericórdia, para que eu não fosse
pervertido por suas enganosas voluptuosidades. E, como vejo muitos que
trabalham nessa arte não seguirem o recto caminho, suplico-vos, meu Senhor e
meu Deus, que, se assim vos aprouver, eu possa desviar do erro, pela ciência
que me destes, todos meus queridos e bem amados, a fim de que, conhecendo a
verdade, possam louvar vosso santo Nome, que seja eternamente bendito. Assim,
pois, eu, Hortulano, - isto é, Jardineiro -, assim chamado por causa dos
jardins marítimos, indigno como sou de ser chamado discípulo da Filosofia,
movido pela amizade que devo aos meus amados, quis deixar escrita a
declaração e explicação das palavras de Hermes, pai dos Filósofos, ainda que
sejam obscuras, aclarando sinceramente toda a prática da verdadeira Obra.
Certamente, de nada serve que os Filósofos queiram esconder a ciência nos
seus escritos quando está operando a doutrina do Espírito Santo.
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CAPÍTULO I :
A ARTE DA ALQUIMIA É CERTA E
VERDADEIRA
|
O Filósofo disse: "é verdade", referindo-se a
que a arte da Alquimia nos foi dada. "Sem mentira", disse, para
convencer quem diz que a ciência é mentirosa ou falsa. "Certo",
isto é, experimentado, pois tudo o que foi experimentado é muito certo. E
"muito verdadeiro", pois o muito verdadeiro Sol é procriado pela
arte. Disse "muito verdadeiro" no modo superlativo porque o Sol
engendrado por esta arte ultrapassa a todo Sol natural em todas suas
propriedades, tanto medicinais como outras.
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CAPÍTULO II:
A PEDRA DIVIDIR-SE-Á EM DUAS PARTES
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Continuando sua exposição, trata da operação da pedra,
dizendo que "o que está em
baixo é igual ao que está em cima". Disse isso porque, pelo Magistério,
a pedra divide-se em duas partes principais: a superior, que vai para cima, e
a inferior, que permanece em baixo, fixa e clara. E, sem dúvida, estas duas
partes são semelhantes em virtude de ter dito: "o que está
em cima é como o que está em baixo". Certamente esta divisão
é necessária. "Para fazer os milagres de uma só coisa", isto é, da
Pedra, pois a parte inferior é a Terra, a nutriz e o fermento; a parte
superior é a Alma que vivifica toda a Pedra e a ressuscita. Por isso, uma vez
realizadas a separação e a conjunção, aparecem os "numerosos
milagres" na Obra secreta da Natureza.
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CAPÍTULO III
A PEDRA POSSUI, EM SI MESMA, OS QUATRO ELEMENTOS
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E "do mesmo modo que todas as coisas são e vêm do
Uno por mediação do Uno". Aqui o Filósofo exemplifica dizendo que todas
as coisas "são e vêm do Uno", isto é, de um globo confuso ou de uma
massa confusa, "por mediação", quer dizer, pelo pensamento e pela
criação do Uno, ou seja, de Deus todo poderoso. Assim, todas as coisas
nasceram, ou saíram, desta coisa única, que é uma massa confusa, "por
adaptação", unicamente pelo mandado e milagre de Deus, assim, a nossa
Pedra nasce e surge de uma massa confusa, que contém em si todos os elementos
e que foi criada por Deus, e por seu milagre a nossa Pedra sai
dali e nasce.
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CAPÍTULO IV
A PEDRA TEM PAI E MÃE, QUE SÃO O SOL E A LUA
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Do mesmo modo que vemos um
animal gerar naturalmente outros animais com ele parecidos, assim o Sol gera
artificialmente o Sol, pela virtude da multiplicação da pedra, e por isso
continua: "o Sol é seu Pai" - o Ouro dos Filósofos. E, dado que em
todas as gerações naturais tem de haver um lugar próprio para receber as
sementes com uma certa conformidade de semelhança entre as partes, assim
também é preciso que, nesta geração artificial da Pedra, o Sol tenha uma
matéria que seja a matriz adequada para receber o seu esperma e a sua
tintura. E isto é a Prata dos Filósofos, por isso continua dizendo: "a
Lua é a sua mãe".
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CAPÍTULO V
A CONJUNÇÃO DAS PARTES É A CONCEPÇÃO E A GERAÇÃO DA PEDRA
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Quando ambos se recebem um ao outro na concepção da
Pedra, esta é engendrada no seio do Vento, e isto é dito em seguida: "o
Vento a trouxe em seu seio". Sabe-se que o Vento é o ar, e o ar é vida,
e a vida é a alma, que, como já foi dito antes, vivifica a Pedra. Assim,
pois, é necessário que o Vento traga toda a Pedra e a transporte, gerando o
Magistério. Disso se infere que a Pedra deva receber o alimento de sua
nutriz, a Terra. Disse ainda o Filósofo: "a Terra é sua nutriz".
Pois, como a criança que sem o alimento que recebe de sua mãe jamais
cresceria, assim também a nossa Pedra jamais chegaria a existir sem a
fermentação da Terra, e o fermento chama-se alimento. Deste modo, por
conjunção do pai com a mãe se geram os filhos, semelhantes aos pais, e que, se
são submetidos a um demorado cozimento, tornar-se-ão semelhantes à mãe e
terão o peso do pai.
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CAPÍTULO VI
A PEDRA É PERFEITA SE A ALMA SE FIXA NO CORPO
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Continua: "o pai de tudo, o Telesma de todo o
mundo está aqui". Isto é, na obra da Pedra há uma via final. E nota que
o Filósofo chama a operação o "pai de tudo", o
"Telesma", ou seja, todo o tesouro ou segredo de todo o
mundo, ou ainda, toda Pedra que se tenha encontrado neste mundo.
"Está aqui", como se dissesse: "aqui te mostro". Pois o
Filósofo disse: "Queres que te mostre quando está acabada e perfeita a
força da Pedra? Será quando ela se tenha transformado e convertido na sua
Terra", por isso disse: "a sua força e potência serão completas,
isto é, perfeitas, se se converte e se transforma em Terra". Isto é, se
a alma da Pedra (da qual antes se fez menção, dizendo que a alma é chamada
Vento ou Ar e que nela está toda a vida e força da Pedra) se transforma em
Terra da Pedra e se fixa, de tal maneira que toda a substância da Pedra
esteja de tal modo unida à sua nutriz (a Terra) que toda a Pedra se
transforme em fermento. De igual modo, quando se faz pão, um pouco de
levedura nutre e fermenta uma grande quantidade de massa, mudando assim toda
a substância da pasta em fermento; da mesma maneira, o Filósofo indica que a
nossa Pedra terá de ser fermentada de modo a servir, ela mesma, de fermento
para a sua própria fermentação.
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CAPÍTULO VII
A PURIFICAÇÃO DA PEDRA
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Continuando, ensina como se há-de multiplicar a Pedra,
mas antes faz referência à purificação da mesma e à separação das suas
partes, dizendo: "Separarás a Terra do Fogo, o subtil do espesso,
suavemente e com grande perícia". "Suavemente", ou seja, pouco
a pouco e sem violência, ou melhor, com espírito e habilidade, e por meio do
excremento ou esterqueiro filosofal. "Separarás", isto é,
dissolverás, pois a dissolução é a separação das partes. "A Terra do
Fogo, o subtil do espesso", isto é, a sujeira e a imundície do Fogo, do
Ar, da Água e de toda a substância da pedra, de modo que permaneça, na sua
totalidade, sem mancha alguma.
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CAPÍTULO VIII
A PARTE NÃO FIXA DA PEDRA HÁ DE SEPARAR-SE DA PARTE FIXA
ELEVAR-SE
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Assim preparada, a Pedra já pode ser multiplicada. Por
isso, aqui coloca a multiplicação e fala da fácil liquefacção ou fusão desta
por aquela, virtude que tem de ser penetrante nos corpos densos e subtis,
dizendo: "Subirá da Terra ao Céu e de novo descerá à Terra". Aqui,
há que indicar que, ainda que a nossa Pedra, durante a sua primeira operação,
se divida em quatro partes - os quatro elementos -, existem nela duas partes
principais, como já se disse antes: uma que sobe, chamada não fixa ou volátil,
e outra que permanece fixa em baixo, chamada Terra ou fermento. Mas há que se
ter uma grande quantidade da parte não fixa para se dar à Pedra quando esta
estiver limpa e sem manchas, e terá de ser dada por meio do Magistério tantas
vezes quantas as necessárias, até que, por virtude do Espírito, ao sublimá-la
e fazê-la subtil, toda a Pedra seja levada para cima. Disto fala o Filósofo
quando diz: "Sobe da Terra ao Céu".
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CAPÍTULO IX
LOGO TERÁ DE SER FIXADA A PEDRA VOLÁTIL
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Feito tudo isso, há que se incinerar esta pedra (assim
exaltada e elevada ou sublimada), com o azeite extraído dela mesma durante a
primeira operação, chamado água da Pedra. E far-se-á que retorne amiúde,
sublimando-a, até que, pela virtude da fermentação da Terra (com a Pedra
elevada ou sublimada), toda a Pedra desça ao seio da Terra por reiteração,
permanecendo fixa e fluida. É isso que disse o Filósofo: "...e descerá
de novo à Terra, deste modo recebe a força das coisas superiores",
sublimando, "e das inferiores", descendo, isto é, o corporal se
tornará espiritual durante a sublimação e o espiritual se tornará corporal
durante a descida, quer dizer, quando se reveste de matéria.
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CAPÍTULO X
DA UTILIDADE DA ARTE E DA EFICÁCIA DA PEDRA
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"Por esse meio, terás a glória do mundo",
isto é, com esta Pedra, assim composta, terás a glória de todo o mundo e
"toda a obscuridade se afastará de ti", quer dizer, toda pobreza e
enfermidade. "É a força forte de toda força", pois não há
comparação entre a força desta Pedra e as outras forças deste mundo,
"pois vencerá toda coisa subtil e penetrará toda coisa sólida".
"Vencerá", ou seja, ao vencer e ao elevar-se, transformará e mudará
o mercúrio vivo, congelando-o, por mais subtil e brando que seja, e penetrará
os demais metais, que são corpos duros, sólidos e firmes.
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CAPÍTULO XI
O MAGISTÉRIO IMITA A CRIAÇÃO DO UNIVERSO
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Continuando, o Filósofo dá um exemplo da composição de
sua Pedra, dizendo: "Assim foi criado o mundo". Assim, temos que a
nossa pedra se faz da mesma maneira que foi criado o mundo, pois as primeiras
coisas de todo o mundo, e tudo o que no mundo tenha havido, foi previamente
uma massa confusa, sem ordem, um caos, como dito antes. E, depois, por
artifício do soberano Criador, essa massa confusa, após ter sido
admiravelmente separada e rectificada, foi dividida em quatro elementos; e,
devido a tal separação, são feitas diversas e diferentes coisas. Assim também
se pode fazer diversas e diferentes coisas pela produção e disposição da
nossa Obra e pela separação dos elementos dos diversos corpos. "Disso
sairão admiráveis adaptações", isto é, se separares os elementos,
far-se-ão as admiráveis composições próprias da nossa Obra, na composição da
nossa Pedra, por conjunção dos elementos rectificados. Das quais, isto é,
destas coisas admiráveis
e adequadas a tal fim, o "meio", quer dizer, o meio de proceder
"está aqui".
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CAPÍTULO XII
DECLARAÇÃO ENIGMÁTICA DA MATÉRIA DA PEDRA
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"Por isso sou chamado Hermes Trismegisto",
isto é, Mercúrio três vezes muito grande. Depois de haver mostrado a
composição da Pedra, o Filósofo declara, de modo enigmático, de que é feita
nossa Pedra, nomeando-se a si mesmo. Em primeiro lugar, para que os seus
discípulos, quando chegarem a esta ciência, se recordem sempre do seu nome.
Sem dúvida, aquilo com que se faz a Pedra é tratado a seguir quando ele diz
"porque tenho as três partes da Filosofia de todo o mundo", que
estão, as três, contidas na nossa Pedra, isto é, no Mercúrio dos Filósofos.
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CAPÍTULO XIII
POR QUE SE DIZ QUE A PEDRA É PERFEITA
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Diz-se que essa Pedra é perfeita porque tem, em si, a
natureza das coisas minerais, vegetais e animais, daí ser chamada tríplice e
também triuna, isto é tríplice e única, que possui em si quatro naturezas,
isto é, os quatro elementos, e três cores: o negro, o branco e o vermelho.
Também é chamada "Grão de trigo", que, se não morre, fica sozinho;
porém, se morre, (como antes se disse quando se falou da conjunção) trará
muitos frutos, assim que se cumpram as operações de que temos falado. Ó amigo
leitor! Se já sabes a operação da Pedra, verás que te disse a verdade; se não
a sabes, não te disse nada. "O que foi dito da Operação do Sol está
cumprido e acabado". O que se disse da operação da Pedra de três cores e
de quatro naturezas que estão em uma única coisa, a saber, no Mercúrio
Filosofal, está cumprido e acabado.”
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A VERSÃO DE CHIRAM
Segundo Manly
P. Hall, a misteriosa Tábua de Esmeralda causou muita celeuma. Um viajante, que
a tinha visto em exposição, em Heliópolis, escreveu: "É uma pedra
preciosa, como uma esmeralda, onde caracteres são representadas em baixo
relevo, não gravados. É estimada acima de 2.000 anos de antiguidade. Teria sido
derretida como o vidro e fundida em um molde, dotando-a o artista de rara
beleza e durabilidade."
Manly P. Hall, eminente ocultista e grande admirador de Max Heindel,
apresenta na sua monumental obra The Secret Teachings of All Ages (Los
Angeles, CA, Philosophical Research Society, 1977, pp. CLVII e CLVIII ),
uma versão da Tábua de Esmeralda que evoca a antiga Maçonaria, mas também
a Ordem Rosacruz, uma vez que Hiram Abiff é uma anterior encarnação de Lázaro,
que mais tarde reencarnou como Christian Rosenkreuz, e que consta de uma
colecção de manuscritos alquímicos do Dr. Sigismund Bacstrom.
Bacstrom (sec. XVIII – XIX) foi um dos mais importantes eruditos em
Alquimia dos últimos tempos. Pouco se sabe da sua vida a não ser que era
natural da Escandinávia, que viajou por todo o mundo como médico a
bordo de um navio, e que em 12 de Setembro de 1794, nas Ilhas
Maurícias foi iniciado na Sociedade da Rosa Cruz pelo conde Louis de
Chazal, na altura um venerável ancião de 96 anos, que lhe ensinou a Grande
Obra. Mais tarde instalou-se em Londres e criou um centro de estudos de
Alquimia onde se traduziram inúmeros documentos alquímicos antigos, cuja proveniência
permanece em mistério e aos quais Madame Blavatsky teve acesso.
Dr. Sigismund
Bacstrom descreve a Tábua de Esmeralda de Hermes da seguinte forma: "o
sentido da Tábua é mais do que suficiente para convencer-nos que o autor
estava bastante familiarizado com as operações secretas da Natureza, e
com o segredo do Trabalho Filósofico; ele mesmo bem conhecia e acreditava
no verdadeiro Deus.
Em sua
obra, First Principles of Philosophy, Manly P. Hall escreve:
"Através da filosofia podemos viver sabiamente. Aqueles que buscam a
perfeição na sabedoria, são chamados duplamente-nascidos, pois encontram
na sabedoria um novo nascimento, afastando-se de sua velha vida de incertezas e
limitações acercando-se a uma nova existência illuminada pelo Amor da
esfera dos sabios. Aqueles que aprenderam a amar em sua vida mais profunda e
mística sentem-se ter escapado da servidão do medo, vivendo em paz com todas as
coisas."
O TEXTO
Da
obra The Secret Teachings of All Ages tirou-se este texto que
Bacstrom afirma ser o original da Tábua de Esmeralda, bem como a
transcrição dos seus manuscritos e as explicações dadas por Manly. P. Hall, que
chama a atenção para o facto de os textos originais irem escritos em letras
maiúsculas; na tradução, essencialmente literal, respeitei os caracteres
em itálico, as iniciais maiúsculas e os parêntesis curvos e rectos.
“A
Tábua de Esmeralda, o Mais
Antigo Monumento dos Caldeus relativo ao Lapis Philosophorum (a pedra dos filósofos).
“A
Tábua de Esmeralda fornece a origem da história alegórica do Rei Hiram (Chiram,
de preferência). No que respeita a Chiram, Caldeus, Egípcios e Hebreus foram
buscar os seus conhecimentos à mesma e única fonte; Homero, que relata esta
história de maneira diferente, seguiu esse original e Virgílio seguiu Homero,
como Hesíodo aproveitou o assunto para a sua Teogonia, e que Ovídio
tomou depois para modelo da sua Metamorfoses. O conhecimento das
operações secretas da Natureza constitui o principal sentido de todos estes
antigos escritos, mas a ignorância extraiu deles essa mitologia exterior e
velada que as classes mais baixas do povo passaram a idolatrar.
“A
genuína tradução do Original e Muito Antigo Caldeu é a seguinte:
“OS
TRABALHOS SECRETOS DE CHIRAM, UM EM ESSÊNCIA, MAS TRÊS EM ASPECTO. “(As duas
primeiras letras grandes significam Trabalho Secreto)
“(A segunda linha de letras grandes diz Chiram
Telat Mechasot, ou seja Chiram o Agente Universal, Um em Essência
mas três em aspecto)
“É
VERDADE, SEM MENTIRA, CERTO E PARA CONTAR. O SUPERIOR CORRESPONDE AO INFERIOR,
E O INFERIOR AO SUPERIOR PARA FAZER AQUELE VERDADEIRAMENTE MARAVILHOSO
TRABALHO. COMO TODAS AS COISAS DEVEM A SUA EXISTÊNCIA À VONTADE DO ÚNICO
UM, ASSIM TODAS AS COISAS DEVEM A SUA ORIGEM À UMA ÚNICA COISA,
A MAIS OCULTA, POR DISPOSIÇÃO DE O ÚNICO DEUS. O PAI DESSA UMA
ÚNICA COISA É O SOL, A SUA MÃE É A LUA.
O VENTO TRANSPORTOU-A NO SEU VENTRE, MAS A TERRA ESPIRITUAL DEU-LHE
O ALIMENTO. ESSA UMA ÚNICA COISA (conforme Deus) É
O PAI DE TODAS AS COISAS NO UNIVERSO. O SEU PODER É PERFEITO DEPOIS
DE TER SIDO UNIDO À TERRA ESPIRITUAL.
“(Processo:
Primeira Destilação) SEPARA ESSA TERRA ESPIRITUAL DO DENSO OU GROSSEIRO POR
MEIO DE UM CALOR BRANDO COM MUITA ATENÇÃO.
“(Último
Cozimento) EM GRANDE QUANTIDADE ISSO SOBE DA TERRA AO CÉU E
DESCE OUTRA VEZ, RENASCIDA, NA TERRA, E O SUPERIOR E O INFERIOR AUMENTAM EM
PODER.
O Azoth sobre da Terra desde o fundo do Copo e,
voltando a descer por Veios, cai na Terra e por esta circulação contínua o
Azoth fica mais e mais subtilizado, Volatilizes Sol, e trás consigo
os átomos Solares volatilizados e por isso torna-se Azoth Solar,
isto é, o nosso terceiro e genuíno Mercúrio Sófico, e
esta circulação do Azoth Solar tem de continuar até parar por si mesmo e a
Terra o tenha sugado todo, altura em que se transforma na matéria negra escura,
o Sapo [as substâncias na retorta alquímica e também os
elementos mais baixos do corpo humano] , que representa a completa
putrefacção, ou a Morte do Composto.
“POR
ISTO PARTILHARÁS DAS HONRAS DE TODO O MUNDO.
Sem dúvida, como a matéria escura, negra, tem
necessidade de se transformar em Branca e Vermelha,
e tendo sido o Vermelho levado à perfeição, medicinalmente e
para os Metais, é então completamente capaz de preservar mentem sanam
in corpore sano até o período natural da Vida, e assegurar-nos amplos
meios, multiplicáveis até o infinito, para ser benevolente e caridoso sem nenhuma
diminuição dos nossos inesgotáveis recursos naturais, pelo que isso bem pode
ser chamado a Glória [Honras] de Todo o Mundo,
como verdadeiramente o estudo e a contemplação do L.P [Lapis Philosophorum],
harmonizado com as Divinas Verdades, eleva a mente até Deus, nosso Criador e
misericordioso Pai, e se Ele nos permitir possui-lo, a Avareza, Inveja e Más
Inclinações são praticamente erradicados, e os nossos corações fundem-se em
gratidão para com Ele que tão bondoso tem sido para connosco! Por isso os Filósofos
dizem com grande Verdade que o L.P. encontra um homem bom ou o faz.
“E
A ESCURIDÃO FUGIRÁ DE TI.
Revigorando os Órgãos e usando-os para comunicar
com os objectos exteriores, a Alma deve adquiri grandes poderes, não só para
conceber mas também para reter, e, por isso, se desejamos obter ainda mais
conhecimento, os órgãos e as fontes secretas da vida física, sendo
maravilhosamente fortalecidas e revigoradas, a Alma adquire novos poderes para
conceber e reter, especialmente se pedirmos o conhecimento a Deus e
confirmarmos as nossas orações com a fé, toda a Obscuridade tem de ser varrida.
Se isto não foi o caso de todos os possuidores, a falta foi sua por se
contentaram meramente com a Transmutação dos Metais.
“ESTE É
O FORTALECIMENTO DE TODOS OS PODERES.
È uma figura muito forte, o indicar que o L.P.
possui todos os Poderes ocultos na Natureza, não para a destruição, mas para a
exaltação e regeneração da matéria nos três Departamentos da Natureza.
“COM
ISTO SERÁS CAPAZ DE VENCER TODAS AS COISAS, A TRANSMUTAR TUDO O QUE É
FINO E O QUE É GROSSEIRO.
É claro que isso conquistará todas as Coisas
subtis, como fixará o mais subtil Oxigénio na sua própria Natureza
ardente, e isso com mais poder, penetração e virtude, na proporção de um
para dez em toda a multiplicação, e cada vez num período mais curto, até o seu
poder se tornar incalculável, que o poder multiplicado também penetrará
[vencerá] todas as Coisas Sólidas, tais coisas invencíveis Ouro
e Prata, ao invés o inalterável Mercúrio, Cristais e Vidro
Fundente, aos quais é capaz de dar dureza natural e firmeza, como Philaletha reconhece,
e se prova com o Diamante artificial, nos tempos do meu pai, na posse do Príncipe
de Lichtenstein em Viena, avaliado em Quinhentos Mil Ducados, preparado
pelo Lápis [Pedra dos Filósofos].
“ASSIM
FOI CRIADO O MUNDO; OS ARRANJOS PARA SEGUIR ESTE CAMINHO ESTÃO OCULTOS. POR
ESTA RAZÃO SOU CHAMADO CHIRAM TELAT MECHASOT, UM EM
ESSÊNCIA MAS TRÊS EM ASPECTO. NESTA TRINDADE ESTÁ OCULTA A SABEDORIA
DE TODO O MUNDO (isto é, em Chiram e no seu Uso].
Diz-se que Hermes foi Moisés ou Zoroastro, Hermes
significa uma Serpente e a Serpente costumava ser um
Emblema do Conhecimento ou da Sabedoria. A Serpente
encontra-se por todo o lado entre os Hieróglifos dos antigos Egípcios, assim é
o Globo com Asas, o Sol e a Lua, Dragões e Grifos,
por onde quer que os Egípcios mostraram os seus sublimes conhecimentos do Lápis
Philosophorum, de acordo com Suídas, as alusões na Escrituras e mesmo com De
Non onde fala dos santuários dos antigos templos egípcios.
“ACABA
AGORA O QUE DISSE SOBRE OS EFEITOS DO SOL. FIM DA TÁBUA ESMERALDA.
O que disse ou ensinei do Trabalho Solar está
agora acabado. A Semente Perfeita adequada para a
multiplicação. “Isto eu sei que é reconhecido ser a genuína Tábua de
Esmeralda de Hermes”
CONCLUSÃO
Parafraseando
o Jardineiro dos jardins marítimos, diria que o
que se disse da Tábua de Esmeralda, está cumprido e acabado,
já que, seja na versão fenícia de Hermes Trismegisto, seja na caldaica de
Chiram, dei a conhecer o texto em que se insere o célebre axioma alquímico
“O que está em
cima é como o que está em baixo” ...
Estudo
de Antonio Monteiro – Rosacruz


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